A espera por um novo certame para a segurança pública no Acre ganhou um novo capítulo, concurseiros! O recém-empossado delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, anunciou uma diretriz estratégica para o próximo certame da instituição: todas as vagas previstas serão destinadas ao reforço do efetivo no interior do estado. A iniciativa busca reduzir um déficit histórico de profissionais em delegacias localizadas em municípios distantes da capital.
A confirmação do concurso foi feita pela governadora Mailza Assis (PP) durante a cerimônia de posse de Buzolin, no dia 15 de abril. A autorização prevê, inicialmente, a abertura de 139 vagas para cargos de nível superior, um passo importante para reforçar as operações e a capacidade investigativa da corporação.
“Uma das necessidades da nossa Polícia Civil é o efetivo, ou seja, pessoas disponíveis para o trabalho de combate. Observando essas demandas, também vamos realizar um concurso, inicialmente com 139 vagas, para compor esse quadro e, assim, atender melhor às necessidades da corporação”, disse a governadora.
Em entrevista concedida à Rede Amazônica, o novo delegado-geral detalhou o plano para a lotação dos futuros aprovados. Segundo Pedro Paulo Buzolin, que anteriormente coordenava a Divisão Especializada em Investigação Criminal (Deic), a demanda por profissionais nas delegacias do interior é o principal fator por trás da decisão.
Ele citou como exemplo os municípios de Assis Brasil e Manoel Urbano, que atualmente não contam com delegados próprios, evidenciando a necessidade de descentralizar o efetivo policial.
O concurso público ofertará 139 vagas distribuídas entre três carreiras, todas exigindo formação em nível superior. Os cargos contemplados são:
Com a autorização governamental assinada, os próximos passos incluem a formação da comissão organizadora e a contratação da banca examinadora. Apenas após a conclusão desses trâmites administrativos, o edital com todas as regras, cronograma e conteúdo programático será publicado.
“Existe uma expectativa muito grande em relação a este concurso. Há muitas pessoas solicitando sua realização, cidadãos que têm interesse, desejo e paixão em ingressar na Polícia. Então, é um anúncio que chega muito bem recebido”, disse o delegado-geral.
Este será o primeiro concurso a ofertar vagas para o cargo de oficial investigador, uma carreira recém-estruturada na Polícia Civil do Acre. A criação do cargo atende à adequação imposta pela Lei Geral das Polícias Civis, sancionada em novembro de 2023. A legislação nacional padroniza o quadro de servidores das polícias civis em apenas três cargos efetivos de nível superior: delegado, perito e oficial investigador.
O oficial investigador é o profissional responsável por conduzir as ações de investigação e inteligência, atuando sempre sob a coordenação e supervisão do delegado de polícia.
Para os candidatos que buscam referências, o último concurso da PC AC ocorreu em 2017, organizado pelo Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (Ibade). Naquela ocasião, foram ofertadas 250 vagas imediatas para os cargos de agente (176), auxiliar de necropsia (20), delegado (18) e escrivão (36).
O processo seletivo foi composto por diversas etapas, incluindo provas objetivas e discursivas, teste de aptidão física (TAF), exames psicotécnico, médico e toxicológico, além de investigação social e um curso de formação.
Para os cargos, a prova objetiva contou com 80 questões de Língua Portuguesa, Noções de Informática, Raciocínio Lógico e diversas áreas do Direito. O salário inicial divulgado na época chegava a R$ 15 mil.
Além do concurso, o delegado-geral Pedro Paulo Buzolin destacou outras frentes de trabalho. Uma delas é a reconstrução da delegacia de Brasiléia, severamente afetada pela enchente histórica de janeiro de 2024. Segundo ele, a obra de uma nova unidade está em estágio avançado e a previsão de entrega é para este ano.
Outra prioridade é a instalação efetiva do Núcleo de Pessoas Desaparecidas, que, embora já exista formalmente, ainda não possui um espaço físico dedicado. A nova gestão também pretende intensificar as operações de combate ao narcotráfico, com especial atenção à região do Vale do Juruá, considerada uma das principais rotas do tráfico no país.
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