Com o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda 2026 se encerrando em 29 de maio, muitos contribuintes enfrentam a pressão de preencher todas as informações corretamente. O receio de cair na malha fina é compreensível, já que até pequenos erros podem fazer com que a declaração seja retida para uma análise mais detalhada pela Receita Federal.
Esse tipo de retenção acontece quando há inconsistências entre os dados informados pelo contribuinte e aqueles recebidos pelo Fisco por meio de outras fontes, como empresas, bancos e instituições de saúde. Além de gerar dor de cabeça, a situação pode atrasar ou até impedir o recebimento da restituição.
Por isso, é fundamental conhecer os erros mais comuns e adotar boas práticas para garantir que a declaração esteja em conformidade com as regras fiscais. Saiba mais abaixo!
A Receita Federal realiza um cruzamento de dados cada vez mais sofisticado. Qualquer inconsistência pode acender um alerta para cair na malha fina. Veja:
Um dos motivos mais recorrentes para a retenção de declarações é a omissão de rendimentos. Isso inclui não apenas o salário principal, mas também rendas de aluguéis, valores recebidos de investimentos, pensões ou até mesmo rendimentos de atividades como freelancer.
No caso de aluguéis, por exemplo, o risco aumenta quando apenas uma das partes (locador ou locatário) declara a operação. As imobiliárias enviam a Declaração de Informações sobre Atividades Imobiliárias (DIMOB), e qualquer diferença nos valores informados pode gerar pendências.
A inclusão de dependentes exige atenção redobrada. É mandatório declarar todos os rendimentos dos dependentes, como salários de estágio, bolsas de estudo ou pensões. Esquecer de informar esses valores é um erro comum.
Outro ponto crítico são as despesas dedutíveis. Informar despesas médicas sem possuir os recibos e comprovantes válidos, ou declarar gastos que não são legalmente dedutíveis, certamente colocará a declaração sob suspeita.
O contribuinte não é a única fonte de informação da Receita Federal. Empresas enviam a DIRF (Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte), planos de saúde enviam a DMED (Declaração de Serviços Médicos e de Saúde) e bancos informam sobre movimentações financeiras.
Se os valores que você declara não batem com os que essas entidades reportaram, a malha fina é quase certa. Isso vale para salários, despesas médicas, saldos em contas e aplicações.
Felizmente, existem diversas ferramentas e práticas que minimizam o risco de erros. Confira:
Considerada uma das formas mais seguras de declarar, a pré-preenchida já importa grande parte das informações que a Receita Federal possui sobre você. Dados de rendimentos, despesas médicas, imóveis e operações financeiras são carregados automaticamente.
Contudo, a responsabilidade de conferir, corrigir e complementar os dados é inteiramente do contribuinte. Verifique cada campo com cuidado antes de enviar.
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Mantenha todos os comprovantes de rendimentos e os recibos de despesas que serão deduzidas. Isso inclui informes de rendimentos, recibos de médicos, dentistas, hospitais e mensalidades escolares. A recomendação é que todos esses documentos sejam guardados por, no mínimo, cinco anos, período em que a Receita pode solicitar a comprovação das informações.
Após o envio, acompanhe o status da sua declaração através do portal e-CAC. O sistema informa se há pendências. Caso identifique um erro após a transmissão, não se desespere. É possível enviar uma declaração retificadora a qualquer momento para corrigir as informações, desde que a declaração original não esteja sob procedimento de fiscalização.
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A obrigatoriedade de entrega da declaração se aplica a contribuintes que se enquadram em certos critérios referentes ao ano de 2025. Os principais são:
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