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Como entrar na faculdade? Especialista destaca diversos caminhos

A conquista do diploma universitário é um dos principais sonhos dos brasileiros. É através da qualificação profissional que outros objetivos podem ser realizados, como a casa própria, viagens e até o próprio negócio. 

Uma pesquisa realizada no final de 2020 pelo Instituto Semesp (Sindicato de Mantenedoras dos Estabelecimentos de Ensino Superior) e pela Sumplicity mostrou que a renda dos universitários aumentou em até 120% após a conclusão do curso superior. 

Mas, para ingressar em uma faculdade, é preciso planejamento e estar atento às oportunidades oferecidas pelo governo e também pelas instituições de ensino e financeiras. 

Gustavo Oliveira, doutor em Políticas Públicas, docente e coordenador da Faculdade Santa Marcelina, aponta os caminhos que os estudantes precisam trilhar para concretizarem mais esse importante passo na vida pessoal e profissional.  

A crise econômica que o Brasil enfrenta aliada à pandemia da Covid-19 dificultou o ingresso dos estudantes nas universidades. 

Os desafios são muitos, mas Gustavo destaca ações que os centros universitários oferecem: 

“As parcerias, projetos e programas celebrados com empresas são meios sempre válidos. E uma das maneiras mais tradicionais de inclusão são os pré-vestibulares sociais que se multiplicaram no país como uma forma de tentar reduzir as disparidades”.  

Outro destaque é o conteúdo online, que com o advento da pandemia de Covid-19 transformou-se numa das formas mais plurais de alcançar o público em geral. 

“O EAD costuma ter um valor mais acessível pela ausência de recursos necessários para as aulas. Além de permitir que muitos estudantes seguissem aprendendo, ele permitiu também novos públicos tivessem mais acesso à educação”, explica o docente.  

Bolsa de Estudos

A redução na oferta de financiamento públicos é destacada pelo especialista, que aponta outros caminhos: “A iniciativa privada viu uma oportunidade – programas estudantis privados -, e cada vez mais busca soluções por meio de descontos, parcelamentos e benefícios que impactem na redução dos valores, além de atribuir outras vantagens agregadas e que sejam incorporadas durante a vigência do curso”.  

Hoje, uma das práticas mais comuns é a concessão das bolsas de estudo, com abordagem direta aos candidatos oriundos do vestibular. 

“Existem também institutos, organizações não governamentais e associações que fazem parcerias com objetivo de impactar os alunos na oferta de descontos reais, muitas vezes baseado na performance e pontuação do candidato, com base no ENEM e outros critérios e parâmetros de aproveitamento baseados no desempenho do futuro aluno”, completa Gustavo. 

Mudanças no FIES

Criado para que os estudantes com renda mensal familiar de até cinco salários mínimos pudessem obter financiamento para cursar o ensino superior em instituições privadas, o P-FIES passou por reformulações em seu processo. 

O programa deixa de se vincular ao FIES, o que, na prática, significa que os alunos não precisarão mais fazer a prova do Enem para concorrer ao financiamento nesta categoria. 

“A nova regra começou a valer no segundo semestre de 2020. O programa agora passa a não ter limite de renda, ou seja, quem ganha mais de cinco salários mínimos também poderá concorrer ao financiamento e o candidato poderá entrar com solicitação de financiamento durante todo o ano”, explica o professor. 

Prouni e Crédito Estudantil

Por parte do governo, os estudantes podem contar também com o Prouni, mas, como destaca Gustavo, o programa, que é umas das principais portas de entrada no ensino superior, vem reduzindo suas ofertas de vagas. 

“Houve redução de 29,5% este ano, na comparação com o ano passado. Foram abertas, na soma do primeiro e do segundo semestre deste ano, 296,3 mil vagas para bolsas do ProUni, a menor quantidade desde 2013. No ano passado, o total chegou a 420,3 mil. A redução reflete efeitos da crise econômica causado pela pandemia”.  

Empresas privadas de ensino e ligadas ao sistema financeiro disponibilizam outros meios dos alunos obterem crédito para financiar seus estudos como exemplifica o professor: 

“Os empréstimos, ou créditos estudantis, são um caminho interessante. Temos o Bolsa Universidade, o PEP e o PraValer. Cada um tem as suas características e regras próprias, inclusive com contrapartidas, como é o caso do financiamento vigente no Estado de São Paulo, em que o pagamento é, em parte, realizado com prestação de serviços na rede pública de educação”. 

Educação Financeira

Poupar dinheiro também é uma das alternativas e, para atingir esse objetivo, vale definir estratégias e buscar meios alternativos de gerar uma renda extra e economizar. 

O professor explica que, com base no estímulo do lifelong learning (estudar e buscar conhecimento a vida inteira), os alunos podem buscar meios efetivos de se aperfeiçoar e encontrar habilidades, adquirindo novas competências. 

“A ideia é tentar investir ou economizar em torno de 40% a 60%, pelo menos em meios conservadores, que não impliquem em riscos e não gerem déficits – e definir o maior dos objetivos, que é não gastar o recurso sem uma finalidade clara e positiva, já que a meta, em curto, médio ou longo prazo, é cursar o ensino superior”. 

Investimentos

O mercado financeiro apresenta diversas possibilidades para quem quer fazer o dinheiro render. A dica é agir com cautela e buscar alternativas sem grandes riscos. 

“A opção mais segura é a renda fixa, um título de dívida emitido por uma instituição como o governo ou instituições financeiras. Eles arrecadam o dinheiro dos investidores para financiar suas atividades. Em troca, oferecem uma taxa de rentabilidade que pode ser prefixada ou pós-fixada” explica.  

A taxa prefixada consiste em um rendimento fixo, ou seja, o aluno investe e já sabe o quanto vai receber na data do vencimento. 

“Um exemplo seria um título prefixado que paga 10% ao ano. Independente das condições do mercado, os retornos serão os mesmos”, ressalta Oliveira. 

“Já a taxa pós-fixada é atrelada a um indexador da economia, como o CDI, IPCA e a taxa Selic., sendo o rendimento, um percentual do indicador” completa. 

Metas  

Gustavo acredita que um bom planejamento financeiro e familiar alinhado a uma lista com prioridades pessoais contribuem muito para a realização de uma formação de qualidade: 

“O primeiro passo é estabelecer primazias e objetivos, sem esquecer do foco, que é cursar o ensino superior. O plano de estudos trará ao interessado uma visão do caminho que deverá percorrer, inclusive adquirindo maturidade e vivência”. No entanto, o docente ressalta a importância de o aluno aprimorar as pesquisas sobre a instituição, detalhes dos cursos, observar as alternativas de mercado para o financiamento. “Em suma, poupar e se preparar. Estabelecer uma estratégia baseada em bom senso, segurança e finalidades bem estabelecidas”, finaliza Gustavo.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Faculdade Santa Marcelina. 

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