A corrida por uma vaga no serviço público federal já começou a esquentar. O governo anunciou na tarde deste segunda-feira (28), que a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) vai ofertar 3.352 vagas distribuídas em 35 órgãos federais.
O modelo, que já foi testado no ano passado, promete repetir a logística: serão provas em 228 cidades e organização por blocos temáticos para facilitar a escolha de áreas de interesse.
Por meio de uma coletiva, a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, disse que as vagas do novo CNU serão distribuídas da seguinte forma:
Outro detalhe importante anunciado pelo governo federal nesta segunda-feira (28) é que os cargos estão agrupados em 9 blocos temáticos, o que deve permitir uma seleção ainda mais alinhada ao perfil de cada candidato.
A expectativa do Ministério da Gestão é que o novo concurso mantenha o alto número de inscritos e a abrangência nacional, repetindo basicamente o que aconteceu na edição anterior.
Uma das grandes novidades do novo CNU é que a seleção terá duas fases. Apenas quem for aprovado na primeira etapa poderá participar da segunda.
Para cada cargo, serão convocados para a segunda fase até nove vezes o número de vagas disponíveis.
Além disso ficou definido que:
Entre os cargos ofertados, destacam-se:
Outra inovação será a aplicação de códigos de barras personalizados em todas as páginas das provas, para garantir maior segurança e identificação dos candidatos, mas apenas por máquinas, não por humanos.
A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, destacou que a ampliação do quadro de servidores é essencial para enfrentar a perda histórica de pessoal.
Entre 2010 e 2023, foram registradas 246 mil aposentadorias no serviço público federal. Nos próximos dez anos, a expectativa é de mais 180 mil aposentadorias.
Para Dweck, concursos regulares são fundamentais para manter o conhecimento institucional e garantir a continuidade dos serviços públicos:
“O ideal é que a gente tenha entrada de servidores de forma contínua”, afirmou.
Realizado em 2024, o primeiro CNU já entrou para a história como o maior concurso público do Brasil. Os dados do Ministério da Gestão indicam que:
O resultado foi divulgado em fevereiro deste ano, e até agora:
Apesar das novas contratações, o governo garante que o gasto com pessoal no Executivo seguirá estável em 2,6% do PIB, conforme previsto no novo regime fiscal sustentável.
Além dos concursos, o governo também afirma que “retomou o diálogo permanente com os servidores” e “implementou o alongamento de carreiras, passando de 30% para 86%.”
Vários órgãos federais manifestaram interesse ou já confirmaram participação no CNU 2025. Entre eles podemos citar: