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Bolsonaro questiona tortura sofrida por Dilma

bolsonaro e dilma tortura

O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) questionou na última segunda-feira (28) que a ex-presidente Dilma Roussef (PT) tenha sofrido tortura durante a ditadura militar brasileira, que vigorou entre 1964 e 1984. Segundo o presidente, Dilma deveria fazer um raio-x de sua mandíbula para provar as agressões do passado.

Bolsonaro ainda assumiu que não é médico mas que está hoje esperando as provas reais das torturas sofridas por Dilma Roussef.

A ex-presidente foi presa em 1970 e condenada a dois anos de cadeia por “subversão” e por dar opinião contrária ao governo da época. Dilma foi torturada e, após sua soltura, se mudou para o Rio Grande do Sul.

Lá, Dilma se formou em economia e começou sua carreira política que a levou a ser a primeira presidente mulher da história do Brasil.

A visão de Bolsonaro

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro relativiza os terrores da ditadura militar. Em um dos momentos mais marcantes, o então deputado federal Jair Bolsonaro declarou seu voto favorável ao impeachment de Dilma em nome do Coronel Brilhante Ustra, histórico torturador e responsável pelas agressões à ex-militante do movimento por democracia no Brasil.

Ecos da opinião sobre Dilma

Logo após as declarações de Bolsonaro sobre Dilma, os ex-presidentes da República Luís Inácio “Lula” da Silva, também do PT, e Fernando Henrique Cardoso (FHC), histórico inimigo político do partido de Dilma pelo PSDB, se solidarizaram com a petista.

“O Brasil perde um pouco de sua humanidade a cada vez que Jair Bolsonaro abre a boca. Minha solidariedade a presidenta Dilma, uma mulher detentora de uma coragem que Bolsonaro, um homem sem valor, jamais conhecerá”, declarou Lula em seu Twitter.

Também no Twitter, FHC contemporizou suas diferenças políticas para defender a política.

“Minha solidariedade à ex Pr Dilma Rousseff. Brincar com a tortura dela — ou de qualquer pessoa — é inaceitável. Concorde-se ou não com as atitudes políticas das vítimas. Passa dos limites”, ponderou FHC.

 

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