As famílias com Número de Identificação Social (NIS) final 2 já podem sacar o pagamento referente ao mês de junho do Bolsa Família a partir desta quinta-feira, 18 de junho. A liberação segue o calendário escalonado definido pelo Governo Federal.
Neste mês, 207 municípios tiveram o pagamento do Bolsa Família antecipado e unificado no primeiro dia do cronograma, realizado na quarta-feira (17), contemplando regiões afetadas por eventos climáticos extremos em estados como Rio Grande do Norte, Pernambuco, Amazonas, entre outros.
A seguir, confira o calendário de junho, os valores médios, as regras do programa e as formas de saque do benefício.
O repasse do Bolsa Família é feito nos últimos 10 dias úteis do mês, de modo escalonado, com exceção de dezembro, quando há antecipação. O critério é simples: basta consultar o último dígito do NIS, impresso no cartão do programa, para conferir a data correspondente.
Veja o calendário de junho de 2026:
Neste ciclo, o Bolsa Família atende 19,3 milhões de famílias em todos os 5.571 municípios brasileiros. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o investimento para junho alcança R$ 13,08 bilhões, com benefício médio de R$ 677,66 para os participantes. O programa prioriza a população de baixa renda, sendo referência em transferência de recursos no país.
O valor mínimo garantido para cada família permanece em R$ 600. Além disso, há pagamentos complementares:
Em junho, cerca de 8,44 milhões de crianças de 0 a 6 anos receberam o adicional do Benefício Primeira Infância, que soma um investimento de R$ 1,19 bilhão. Já os benefícios complementares de R$ 50 chegaram a 14,35 milhões de crianças e adolescentes, além de 670,1 mil gestantes e 339,7 mil nutrizes, totalizando mais de R$ 706 milhões em repasses extras.
Para receber o Bolsa Família, a renda mensal por pessoa da família deve ser de até R$ 218. O cálculo consiste em somar os rendimentos de todos os moradores e dividir pelo número total de integrantes. Ficar abaixo desse valor é condição para se enquadrar no programa.
Outra exigência é a inscrição no Cadastro Único (CadÚnico), sistema do governo federal voltado à inclusão de famílias de baixa renda em programas sociais. A participação no CadÚnico não garante aprovação automática no Bolsa Família, mas é obrigatória para que o acesso ao benefício seja analisado.
Segundo o MDS, entre os responsáveis familiares, 16,22 milhões são mulheres, o que equivale a 84% dos chefes de família cadastrados no programa. A maioria das pessoas beneficiadas se declarou preta ou parda (73,2%), dado que reforça o alcance do programa em segmentos mais vulneráveis, tanto em áreas urbanas quanto rurais.
A Regra de Proteção garante que famílias que tenham aumento de renda possam continuar no programa por até 12 meses, recebendo 50% do valor do benefício ao conseguirem um emprego formal ou melhora salarial. Em junho, cerca de 2,26 milhões de famílias foram contempladas por essa regra, que representou um investimento de R$ 832,1 milhões.
O saque e uso do benefício pode ser feito de várias formas, sem necessidade de ir até uma agência:
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