Uma liberação superior a R$ 13 bilhões marca o início do pagamento do Bolsa Família em fevereiro, gerando expectativa em lares de todo o Brasil. Os depósitos já começaram para milhares de famílias, com um valor médio de quase R$ 700 neste mês. No entanto, não é apenas o dinheiro que se destaca entre os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Mais do que garantir renda para quem enfrenta vulnerabilidade, os dados oficiais evidenciam o alcance da medida, sua distribuição regional e como os pagamentos impactam diferentes realidades em todo o país. Para conferir todas as informações e ficar por dentro dos detalhes da liberação deste mês, continue lendo.
O Bolsa Família integra a política de transferência de renda do Governo Federal, destinada a famílias em situação de vulnerabilidade social e econômica. O objetivo é garantir um auxílio financeiro regular, conforme critérios de renda, composição familiar e condições específicas do núcleo familiar.
Além da transferência direta de recursos, o programa incentiva a permanência de crianças e adolescentes na escola, o acompanhamento da saúde e o acesso a direitos sociais básicos. O Bolsa Família chega a milhões de domicílios de Norte a Sul do Brasil, sendo gerido pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social em parceria com estados e municípios.
Para receber o Bolsa Família neste ano, é necessário atender aos critérios do Cadastro Único (CadÚnico) e possuir renda per capita mensal de até R$ 218. Famílias que, após incremento da renda, ultrapassem esse valor, podem continuar recebendo 50% do benefício durante 12 meses pela Regra de Proteção, desde que o valor per capita não ultrapasse R$ 706.
O ingresso prioritário é garantido às famílias em maior vulnerabilidade social, como indígenas, quilombolas, famílias de pessoas em situação de rua, catadoras de material reciclável e com risco de insegurança alimentar, desde que todas estejam com dados atualizados e atendam às regras do programa.
O pagamento segue cronograma escalonado conforme o último dígito do Número de Identificação Social (NIS). O benefício começou a ser liberado em 12 de fevereiro para quem possui NIS final 1. O calendário finaliza em 27 de fevereiro com o repasse para NIS final zero.
Veja as datas:
Famílias residentes em municípios em situação de emergência ou calamidade pública tiveram o pagamento antecipado para o primeiro dia do calendário, independentemente do dígito do NIS.
O valor médio destinado aos beneficiários em fevereiro alcança R$ 690,01 por família. O cálculo considera a composição familiar, respeitando o mínimo básico do programa, atualmente fixado em R$ 600, acrescido de benefícios variáveis conforme há presença de crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes.
Cada domicílio pode ser contemplado com:
O pagamento do Bolsa Família envolve todas as regiões brasileiras, com recursos distribuídos proporcionalmente ao número de famílias contempladas:
Em fevereiro, cerca de 1,85 milhão de lares ingressaram no programa devido a condições de maior vulnerabilidade, incluindo: 247 mil famílias indígenas, 291 mil quilombolas, 258 mil com pessoas em situação de rua, 401 mil de catadores de recicláveis e 648 mil com risco alimentar. Todos os beneficiários prioritários devem cumprir os requisitos atualizados do Bolsa Família.
O público feminino se destaca entre os contemplados, representando 58,73% dos beneficiados. Dos mais de 49,32 milhões de pessoas atendidas, 28,9 milhões são mulheres e aproximadamente 15,89 milhões de lares têm liderança feminina. Ainda, 73,29% dos beneficiários se autodeclaram pretos ou pardos, o que representa mais de 36,15 milhões de pessoas.
O Bolsa Família assegura complementações conforme fase de vida dos dependentes. Em fevereiro:
A inscrição e atualização cadastral do Bolsa Família devem ser realizadas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), disponível nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município.
No CRAS, é necessário apresentar documentos pessoais e de todos os integrantes da família: RG, CPF, certidão de nascimento, comprovante de residência e comprovante de renda. Atualize periodicamente o cadastro para garantir a continuidade no programa e evitar suspensão. Dúvidas podem ser esclarecidas na central telefônica 111 ou no aplicativo Caixa Tem.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para entender o que fazer em caso de bloqueio no seu benefício: