Com a proximidade da Black Friday, aumentam as tentativas de fraude por meio de lojas online falsas, que se aproveitam do grande volume de consumidores em busca de descontos expressivos.
Criminosos digitais criam páginas idênticas às de grandes varejistas, atraindo vítimas com ofertas que parecem irresistíveis. Neste período, mais importante que nunca é permanecer atento para evitar cair em golpes e evitar prejuízos financeiros.
Nos últimos meses, pesquisadores em segurança digital alertaram sobre redes organizadas de golpistas lançando sites falsos, como os que imitam a Shopee e a Havan.
Nesses sites fraudulentos, o consumidor é induzido a fazer pagamentos — quase sempre via PIX — com promessas de descontos de até 70%, mas acaba ficando sem o produto e sem o dinheiro.
Esses domínios são altamente promovidos em redes sociais, mensagens e e-mails, visando o máximo de vítimas no menor tempo possível.
Os criminosos investem no design das páginas falsas para que se pareçam com as lojas conhecidas. A diferença pode estar em detalhes no endereço eletrônico: sites legítimos costumam terminar em .com.br, enquanto páginas suspeitas podem apresentar terminações alternativas, como .app ou erros de digitação no nome da loja, dificultando a identificação pelo público mais desatento.
Uma tática comum entre os golpistas é exibir produtos de alto valor com preços muito abaixo do mercado, criando um falso senso de exclusividade e oportunidade.
Além disso, recorrem a alertas visuais, como “últimas unidades“, contagens regressivas e banners de tempo limitado, incentivando decisões impulsivas sem análise criteriosa das informações.
Ao chegar na etapa de finalizar a compra, é comum que o PIX seja a única opção de pagamento. Este método, além de ser instantâneo, dificulta o rastreamento e recuperação dos valores enviados.
Nas transações legítimas, lojas oferecem múltiplas formas de pagamento, o que se torna um indicativo relevante para desconfiar de páginas que aceitam somente opções mais rápidas e sem proteção ao consumidor.
Navegar em links patrocinados ou recebidos por e-mail, SMS e redes sociais amplia riscos. Muitas dessas páginas falsas são divulgadas dessa maneira para alcançar potenciais consumidores desavisados.
Um campo de atuação identificado pelos especialistas é a proliferação de novos domínios contendo nomes de gigantes do varejo, como “Amazon“, “AliExpress” e “Alibaba“.
Só em outubro de 2025, mais de 1.500 novos domínios dessa natureza foram flagrados.
A cópia do layout pode ser fiel, mas erros sutis revelam a fraude: ícones de redes sociais que não direcionam a perfis reais, ausência de políticas de troca e devolução, e gramática confusa em descrições e mensagens.
Solicitação de dados pessoais sem justificativa aparente também é frequente, sendo um claro indício de tentativa de uso indevido dessas informações no futuro.
Digitar o endereço do site direto no navegador diminui o risco de ser direcionado a páginas falsas. Buscar pelo aplicativo oficial da loja e evitar acessar links em anúncios desconhecidos ou promocionais recebidos por mensagens são práticas que ajudam a evitar armadilhas.
Desconfie de lojas que aceitam exclusivamente um método, principalmente o PIX. Ofertas seguras apresentam opções variadas, como cartão de crédito, boleto e carteiras digitais reconhecidas.
Preços muito abaixo do valor de mercado dificilmente correspondem a produtos originais. Sites sérios trabalham com descontos reais, mas dentro de margens plausíveis.
Caso tenha feito um pagamento indevido, acione imediatamente o banco para tentar reverter a operação, utilizando recursos como o mecanismo especial de devolução. Reúna todas as informações e registre um boletim de ocorrência para ampliar as chances de recuperação dos valores.
Para mais informações, acesse o site Notícias Concursos.