Você sabia que milhões de brasileiros ainda dependem de lenha para cozinhar devido ao alto custo do gás de cozinha? A recente criação do Gás do Povo promete alterar essa realidade. Com início previsto para novembro, o programa abrange mais de 15 milhões de famílias, triplicando a quantidade de lares atendidos se comparado ao Auxílio Gás.
Mas, afinal, o que muda de fato entre o Auxílio Gás e o Gás do Povo? Descubra as principais diferenças e detalhes sobre quem pode participar, quais são os benefícios e como será feita a transição do modelo anterior.
O Auxílio Gás, ainda em vigor, paga bimestralmente o valor integral do botijão de gás de 13 kg, definido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), para as famílias participantes. O valor é transferido diretamente para uma conta digital ou bancária vinculada ao titular, seguindo o calendário do Bolsa Família. Esse crédito pode ser utilizado livremente pelo beneficiário, inclusive para outros fins.
Já o Gás do Povo apresenta uma operação distinta. Aqui, não há pagamento em dinheiro. O governo fornecerá um vale eletrônico ou físico, emitido especificamente para a compra do gás de cozinha em revendas credenciadas. No momento da retirada do botijão, o valor é abatido automaticamente, sem a necessidade de qualquer pagamento em dinheiro pelo beneficiário. O vale é disponibilizado ao responsável familiar cadastrado no CadÚnico, e a retirada poderá ser feita via aplicativo dedicado, cartão do próprio programa, QR Code da Caixa Econômica ou cartão do Bolsa Família.
No modelo do Auxílio Gás, o valor era padronizado nacionalmente e definido pela ANP. Já no Gás do Povo, cada estado terá um preço de referência, calculado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e pelo Ministério da Fazenda, seguindo os preços da ANP. Será uma quantia atualizada periodicamente conforme a realidade local.
É importante ressaltar que, enquanto o benefício cobre o valor do botijão de 13 kg, o custo do frete para entrega em domicílio não está incluso no novo formato. Portanto, caso o usuário prefira receber o produto em casa, terá de arcar com essa despesa.
Ambos os programas atendem famílias inscritas no CadÚnico, com renda per capita de até meio salário mínimo (R$ 759 em 2025), priorizando quem já recebe o Bolsa Família. Em ambos os casos, é possível acumular o benefício com outros programas governamentais.
A grande diferença está na abrangência: enquanto o Auxílio Gás contemplava aproximadamente 5 milhões de famílias, o Gás do Povo pretende alcançar 15,5 milhões de lares, o que representa cerca de 50 milhões de pessoas até 2026.
O volume do benefício também passa por mudanças importantes. Quem era contemplado pelo Auxílio Gás recebia o valor integral a cada dois meses, o que dava direito a até seis botijões por ano. Com o Gás do Povo, a distribuição leva em consideração o tamanho da família:
O novo programa busca distribuição mais justa, com o objetivo de alinhar o benefício ao tamanho real da família beneficiada.
O resgate do botijão pelo Gás do Povo será exclusivamente nas revendas credenciadas, próximas à casa do beneficiário. Não há intermediação de terceiros, o que reduz burocracias. Ao apresentar o vale eletrônico ou físico, o sistema valida a compra e o desconto é concedido no ato.
A expectativa é que, até outubro, sejam divulgados todos os detalhes do processo, incluindo quais aplicativos e métodos estarão disponíveis para garantir a retirada.
O Governo Federal informou que a transição entre o Auxílio Gás e o Gás do Povo será gradativa. Enquanto ainda houver famílias sendo atendidas pelo formato antigo, o novo programa começará a operar em paralelo, ampliando gradualmente o público e testando funcionalidades.
A meta do programa é garantir que nenhuma família fique sem acesso ao gás de cozinha nesse processo.
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No vídeo abaixo, veja detalhes sobre o programa Gás do Povo: