Ganhar mais de R$ 500 mil por ano sem sair do trabalho com a cabeça a mil. Parece impossível?
Um estudo divulgado pela Forbes, com base em dados da TopResume e do U.S. Bureau of Labor Statistics, identificou profissões que unem remuneração elevada, rotinas estruturadas e menor pressão no ambiente de trabalho.
O levantamento, publicado em abril de 2025, ganhou ainda mais relevância diante de um dado preocupante: uma parcela expressiva da geração Z já enfrenta esgotamento antes dos 30 anos. Para quem está planejando a carreira — ou considerando uma mudança —, os dados abaixo merecem atenção.
O estudo derruba um mito comum: o de que salários altos exigem rotinas desgastantes. Segundo especialistas consultados pela Forbes, profissões com previsibilidade, estabilidade e foco intelectual estão cada vez mais valorizadas no mercado — e provam que equilíbrio e boa remuneração podem andar juntos.
O aumento do burnout entre profissionais jovens é um dos fatores que impulsionam a busca por carreiras mais equilibradas. A pesquisa aponta que a geração Z, em especial, tem priorizado funções que oferecem prazos previsíveis, ambientes estruturados e menor exposição a situações de emergência.
Além disso, o estudo alerta para os custos ocultos de carreiras altamente estressantes: problemas de saúde, queda de produtividade e interrupções na trajetória profissional. Esses fatores têm levado recém-formados a recalcular suas escolhas antes mesmo de ingressar no mercado de trabalho.
As profissões abaixo foram selecionadas com base em dois critérios: remuneração anual acima de US$ 100 mil (cerca de R$ 503 mil) e nível de estresse abaixo da média. Os valores em reais consideram a cotação aproximada do dólar no período da pesquisa.
Segundo os pesquisadores, todas as carreiras da lista compartilham características que reduzem a pressão no dia a dia:
A maioria das profissões listadas exige formação superior em áreas de exatas, ciências ou tecnologia. Cursos de matemática, física, economia, engenharia e ciências da computação figuram entre os mais indicados. Em alguns casos, como para atuários e gerentes de ciências naturais, especializações ou pós-graduações aumentam significativamente as chances de alcançar os salários mais altos da faixa.
Os dados da pesquisa refletem o mercado norte-americano, mas parte das profissões listadas também tem alta demanda no Brasil. Atuários, analistas de sistemas, engenheiros mecânicos e economistas figuram entre as carreiras mais valorizadas no país, com remunerações que, embora abaixo dos valores em dólar, posicionam esses profissionais no topo das faixas salariais nacionais.
O cenário reforça que a busca por equilíbrio entre remuneração e qualidade de vida não é exclusiva do mercado americano. Cada vez mais empresas brasileiras reconhecem a importância de oferecer ambientes de trabalho menos desgastantes para reter talentos qualificados.
A resposta depende do perfil de cada profissional. Carreiras como atuário, matemático e analista de sistemas exigem dedicação intensa na formação — mas tendem a oferecer, na prática, rotinas mais previsíveis e menos exposição a crises. Para quem tem afinidade com exatas, dados e análise, o investimento em qualificação pode resultar em uma trajetória sólida e financeiramente recompensadora.
O estudo lembra que estresse não é sinônimo de produtividade — e que carreiras bem remuneradas com menor pressão existem e podem ser planejadas.
Os dados levantados pela Forbes mostram que é possível alcançar altos salários sem abrir mão da saúde e do bem-estar. As nove carreiras listadas compartilham algo que vai além da remuneração: oferecem estabilidade e condições para um trabalho de longo prazo. Em um mercado onde o burnout tem avançado entre os mais jovens, isso pode ser o fator decisivo na hora de escolher uma profissão.
Acesse o portal Notícias Concursos para mais conteúdos sobre carreiras.
Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e saiba como receber até R$ 10 mil por mês sem diploma: